Lei Ordinária nº 6.879, de 14 de março de 2022
ANEXO
Biografia de Ubirajara Pires (Bira)
Ubirajara Pires foi homenageado na Semana Farroupilha no ano de 2019 em Montenegro. Envolvido com a cultura rio-grandense desde os 13 anos, “Bira” como era conhecido foi instrutor de dança – com apreço especial pela chula – e declamador. Participou de várias entidades e 28 competições, onde conquistou 26 primeiros lugares. Um dos mais significativos foi o primeiro lugar no Festival Gaúcho de Arte e Tradição (antigo Fegart, hoje Enart), em 1983. Representando o CTG Estância do Montenegro, arrebatou a plateia e os jurados recitando “Canto de adeus para um peão de Estância”, de Apparício Silva Rillo.
Pai, jogador de futebol, servidor público e radialista.
Nascido na localidade de Coleiras Perdidas, em Palmeira das Missões, Ubirajara Pires campeou muitas léguas, “engolindo o pó da estrada”. Na infância, por contingências familiares, morou em Frederico Westphalen, depois em Santo Augusto e serviu ao Exército em Uruguaiana. Na juventude, jogou bola e foi um atacante agudo em equipes de Passo Fundo, Lagoa Vermelha e de Francisco Beltrão, no Paraná. Contudo, uma lesão tirou Bira dos gramados precocemente. Aos 25 anos, quebrou o joelho e teve de parar.
Em 8 de setembro de 1967, o tradicionalista “amarrou o pingo” pela primeira vez em Montenegro. Era funcionário da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e, nesta condição, acabou pegando a estrada novamente em 1971. Foi cedido para várias prefeituras, como as de Ijuí e Tenente Portela. Nesse tempo, ajudava a fazer a contabilidade dos órgãos públicos, acumulando tarefas também nas cidades de Braga e Miraguaí. A volta a Montenegro ocorreu em 1982. “Aqui vão enterrar meus ossos”, falava.
Depois de encerrar a carreira como servidor público, Pires ainda ocupou cargos na Prefeitura e, há anos, mantinha um programa sobre tradicionalismo na Rádio Montenegro FM, o “Charla Galponeira”, que ia ao ar aos sábados, das 7h às 10h, promovendo a cultura gaúcha, que conduziu até os últimos dias de vida. É mais uma contribuição desse tradicionalista de quatro costados à história do Rio Grande.
O seu Legado permanecerá.