Lei Ordinária nº 6.635, de 30 de setembro de 2019
Art. 1º.
A Rua 01, do Loteamento São José, localizada no Bairro Aeroclube, passa a denominar-se Rua Rivo Bühler.
Art. 2º.
Faz parte integrante desta Lei o anexo I, contendo os dados pessoais do Sr. Rivo Bühler e o mapa com as delimitações da área.
Art. 3º.
A presente Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Anexo I
CURRICULUM VITAE
RIVO BÜHLER
Rivo Bühler, nascido em Montenegro em 07 de junho de 1946, filho de Eny Noêmia e Ivo Bühler, irmão de Pedro Ernesto.
Desde jovem, Rivo foi envolvido nas artes tocando acordeão e dançando nas invernadas artísticas nos CTGs Estância do Montenegro e 20 de Setembro, tocando e cantando em conjuntos musicais (fundou os grupos “Show Ritmo 100” e “Rivo e seu conjunto”), participando de blocos carnavalescos. Foi criador, arranjador e responsável pelo movimento “Viva a Gente”, em Montenegro, baseado no movimento americano Sing Out que veio para o Brasil com objetivo de motivar jovens por bons valores. Como Diretor Social Jovem do Clube do Comércio, trouxe, na década de 60, o grupo Renato e seus Blue Caps para apresentação em Montenegro.
Formou-se técnico em contabilidade pela Escola São João Batista, exercendo a contabilidade por muitos anos. Foi professor na Escola Beato Roque em Pareci Novo. Tinha registro de jornalista. Foi correspondente do Jornal Zero Hora em Montenegro e comandou programa em rádio local. Formou-se em Direito pela Unisinos com especialização em Direito Penal e em Direito Constitucional. Foi Promotor de Justiça no Estado de Rondônia, tendo sido Procurador Geral da Capital Porto Velho. Quando se aposentou, dedicou-se à advocacia e à docência no curso de Direito na ULBRA.
Em 1970, casou-se com Maria Madalena Leal Machado (Maria Madalena Bühler), com quem teve três filhos: Riviane, Rivo Junior e Rivana, e seis netos: Vinícius, Mateus, Maria Carolina, João Pedro, Sofia Natsumi e Pedro Hideo. Após 25 anos, separou-se e teve união estável com Marlene do Canto e casou-se com Mariza Menezes.
Em 1973, fundou o Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos de Montenegro. Os ensaios e o barracão por muitos anos foram no pátio de sua residência no Bairro Santo Antônio. A Acadêmicos representava a cidade de Montenegro nos carnavais de muitos municípios, inclusive desfilando na capital junto com a escola madrinha Praiana. No ano de 1988, a Acadêmicos, em parceria com a Sociedade Floresta Montenegrina, foi campeã na categoria das escolas de samba do Interior no carnaval de Porto Alegre. Rivo também foi jurado no carnaval de Porto Alegre por muitos anos, chegando a ser presidente do júri da festa de Momo na capital gaúcha.
Sua atuação nas artes também adentrava nos CTGs; gaiteiro, foi campeão do Festival do Mobral, que deu origem ao FEGART (hoje ENART); ganhou diversos rodeios. Também era compositor. Chegou a fazer parcerias com artistas consagrados como Moraezinho e Arabi Rodrigues. Teve participação em vários festivais de Música Nativista, com muitas premiações. Gravou dois LPs pelos selos Querência/ISAEC e Tiaraju/ARIOLA (1978 e 1983). Realizou diversas apresentações no Estado e fora dele, apresentando-se na Festa do Carreteiro em São Paulo e na Granja do Torto em Brasília, para o então presidente Figueiredo. Fundou o Grupo Ibiá de arte Nativa, um dos primeiros grupos de dança de projeção folclórica em Montenegro.
A política também sempre fez parte de sua vida. Seu pai foi vereador, vice-prefeito e prefeito de Montenegro. Em 1976, elegeu-se vereador no primeiro mandato pelo MDB, sendo o mais jovem e mais votado na ocasião. Em 1980, fundou, em Montenegro, o PDT, partido pelo qual concorreu a prefeito no ano de 1982. Em 1988, elege-se vereador novamente, pelo PMDB. Neste período, foi Presidente da Câmara de Vereadores e coordenou a realização e promulgação da Lei Orgânica do Município. Com seus conhecimentos constitucionais, Rivo assessorou Câmaras de outros Municípios na construção de suas Leis Orgânicas.